1 de julho de 2022

Reajuste de aluguel e a insatisfação do seu inquilino

Reajuste-de-aluguel

O reajuste de aluguel é sempre um momento de desconforto para inquilinos e imobiliárias, mas é possível fazer essa ação com valores adequados.

O reajuste de aluguel é uma rotina das imobiliárias, feita normalmente uma vez ao ano para a locação de imóveis residenciais ou comerciais. Mas isso não significa que esse processo seja fácil. O procedimento que gera um acréscimo  nos custos para o inquilino, pode causar reclamações e até mesmo a desocupação do imóvel.

De um lado, as imobiliárias precisam garantir que o preço do aluguel seja compatível com o aumento de preços e a inflação no país,  de outro, o inquilino fica insatisfeito com a situação. Mas é possível fazer esse reajuste de maneira justa para ambos . Para te ajudar nessa tarefa, a Arbo preparou algumas dicas essenciais de como fazer a correção do aluguel em sua imobiliária de maneira simples e tranquila. Confira!

Como é calculado o reajuste de aluguel?

O reajuste de valores locatícios é calculado com base em alguns índices econômicos. A Lei do Inquilinato define que vários índices podem ser usados para o cálculo do aumento do aluguel. 

O mais utilizado no caso de locações é o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), que é chamado também de “inflação do aluguel”. Ele é calculado mensalmente para verificar qual foi o aumento de preços, a famosa inflação. No momento da renovação do contrato do aluguel, a imobiliária analisa qual foi a soma deste índice durante os últimos doze meses e aplica o reajuste de acordo com esse valor.

Apesar do IGP-M ser o mais comum, outros índices também podem ser usados para esse cálculo, como o INPC (Índice de Preços para o Consumidor Amplo), e o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Vale lembrar que a definição do índice que será utilizado para o reajuste deve estar indicada no contrato de locação, e não pode ser alterado.

Como fazer o reajuste de aluguel?

Apesar de ser um processo rotineiro, e estar no contrato de aluguel, é importante que a imobiliária fique preparada para lidar com a insatisfação do inquilino neste momento. Afinal, a mudança impacta nos gastos mensais de empresas e famílias, e pode inclusive gerar a decisão do locatário desocupar o imóvel, em busca de outro mais barato.

Para minimizar esse desconforto, é preciso ter alguns cuidados para que o período de reajuste seja feito de maneira tranquila e com transparência, inclusive para que o locatário não se sinta lesado:

Notifique o reajuste com antecedência

Apesar do acréscimo constar no contrato, notificar o inquilino com antecedência faz com que ele fique “preparado” para o aumento no valor do aluguel. Geralmente os contratos têm  duração de doze meses e reajuste no final deste prazo. É importante enviar um lembrete com essas datas, para que ele possa planejar o orçamento com os novos valores.

Existe inclusive um projeto de lei tramitando no Congresso sobre esse assunto: se for aprovado, as imobiliárias terão que notificar o reajuste com no mínimo 30 dias antes dele ser aplicado. Mesmo que ainda não exista essa obrigatoriedade, informar o inquilino com antecedência evita muita insatisfação e até a desocupação do imóvel. 

Você pode fazer a notificação de várias formas, como enviar uma correspondência, um e-mail, ou mensagem por Whatsapp ou uma ligação telefônica. O importante é preparar o locatário para esse momento.  

Com a correria do dia a dia, algumas datas importantes como essa podem acabar esquecidas, e o locatário toma um susto ao receber o boleto com o novo valor do aluguel, e com certeza fica chateado.

Seja qual for a forma escolhida pela sua imobiliária para notificar o reajuste, vale usar a empatia para entender que esse é um momento de desconforto para ele, e ajudá-lo a passar por isso com tranquilidade e simpatia.

Explique com clareza como é o cálculo do reajuste de aluguel 

Muitos inquilinos se assustam ao receber o valor do reajuste, e podem ter a percepção de que a imobiliária ou o proprietário o estão “explorando”, ou tendo lucros excessivos. 

Mesmo que todas as informações estejam no contrato de locação, é essencial explicar qual o índice usado, e como é feito o cálculo. Explique de forma clara que  a situação não é entendida como um aumento do aluguel, e sim um reajuste para que ele continue “valendo” o mesmo preço do início do contrato, de acordo com a inflação. Esse esclarecimento evita que o inquilino se sinta lesado, e chegue inclusive a procurar outro imóvel. 

É importante treinar a equipe responsável pelo atendimento para explicar tudo que for necessário com clareza e cuidado. Muitas vezes o cliente pode chegar muito bravo, principalmente se o índice de reajuste teve um aumento maior que em outros anos. Uma equipe bem preparada deve conseguir acalmar o inquilino e evitar a sua insatisfação. 

Mantenha um canal aberto para negociações

Mesmo com o reajuste previsto no contrato, é importante considerar outros fatores que impactam no custo que isso terá para o inquilino. Com a crise econômica, houve um aumento considerável nos índices de preços em geral, e no mercado imobiliário não foi diferente. Em 2021, o IGP-M teve índices bem altos, e em julho já acumulava uma alta de 33,83% nos últimos doze meses. 

 Mesmo sendo  necessário para compensar a inflação, é essencial que a imobiliária mantenha um canal de negociação aberto entre o inquilino e o proprietário. Afinal, caso o locatário considere o reajuste muito alto, e decida se mudar, o imóvel acaba ficando desocupado, e o proprietário pode perder dinheiro. 

Além disso, a propriedade vazia ainda gera custos, como água, luz, condomínio (em alguns casos), e ainda pode sofrer desgaste e ser vandalizada. Outro problema muito frequente é o furto da fiação elétrica e de itens como torneiras, pias e chuveiros.

Na maioria dos casos, vale a pena intermediar a negociação entre o inquilino e o proprietário, para que o reajuste fique bom para as duas partes, para evitar a desocupação do imóvel. Esse tipo de negociação se tornou bastante frequente nos últimos dois anos, diante do cenário de pandemia e crise econômica, e é uma boa opção para garantir a satisfação dos clientes e a manutenção do contrato de locação.  

Este conteúdo foi útil para você? Acompanhe outros posts sobre o mundo imobiliário aqui, no blog da Arbo!

Postagens relacionadas

manutenção-chuveiro

Manutenção de chuveiro: saiba como realizá-la

Quer saber como fazer a manutenção de chuveiro de forma correta? Confira este artigo do Blog da Arbo.  O chuveiro é um dos aparelhos eletrônicos mais importantes de uma casa. Manter o chuveiro com um bom funcionamento é essencial para qualquer lar. Seja para garantir a qualidade de vida dos moradores, uma vez que os […]

o-que-é-um-flat

O que é um flat? Saiba aqui!

Você já ouviu falar sobre os flats? Se quer saber mais sobre esse tipo de imóvel, fique com a gente e continue a leitura! Decidir o tipo de imóvel ideal para morar nem sempre é uma tarefa fácil e muita gente não sabe que as opções não se resumem apenas a uma casa ou um […]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *