16 de maio de 2022

Animais em condomínio: veja 6 dicas!

Se você planeja se mudar para um apartamento e está preocupado com a questão dos animais em condomínio, confira as dicas para harmonizar a convivência entre pets e moradores

Animais em condomínio podem ser motivos de muitos conflitos entre os moradores. Entretanto, a situação não precisa ser assim. Isso porque é possível garantir uma boa convivência entre os pets e os condôminos. O principal objetivo do síndico é garantir a harmonia para todos, mas você, como tutor de um animal, também pode tomar alguns cuidados.

Como essa tarefa pode ser nova e até mesmo complexa para alguns moradores, o Blog da Arbo preparou esse guia completo. Aqui você irá conferir seis dicas para garantir uma boa convivência entre todos com animais em condomínio. Além disso, irá conhecer algumas das principais regras relacionadas aos pets. Vamos à leitura?!

Animais em condomínio: a realidade do Brasil

De acordo com a pesquisa mais recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizada em 2013, o Brasil possuía mais de 130 milhões de animais de estimação. Desse total, a maior parcela corresponde aos cachorros (que somavam 53 milhões), seguidos pelas aves (38 milhões) e pelos gatos (22 milhões). 

Na época, o levantamento da Euromonitor indicava que o Brasil possuía a quarta maior população de pets de todo o mundo. Entretanto, como a pesquisa foi realizada há mais de sete anos, a tendência é que os números tenham aumentado.

O principal destaque, atualmente, são os gatos. Isso porque os felinos, além de serem carinhosos, são independentes e, assim, preferidos por moradores de apartamentos. Desse modo, é possível perceber que, cada vez mais, os animais de estimação, sejam cachorros ou gatos, fazem parte das famílias brasileiras.

Diante desse cenário, é comum que os conflitos relacionados aos pets também cresçam, especialmente quando o assunto são animais em condomínio. Nesse caso, existem pessoas que defendem a presença dos pets, enquanto outros se mostram contra.

Desse modo, é importante frisar que existem alguns condomínios que, inclusive, proíbem os moradores de criarem animais em seus apartamentos. Essa atitude, entretanto, pode trazer consequências aos proprietários, que podem ter dificuldades para alugar o imóvel.

Portanto, é importante que o síndico, assim como os moradores, saiba como lidar com a presença de animais em condomínio. Ao seguir algumas orientações, você, como tutor de um pet, pode garantir a boa convivência entre todos no empreendimento.

Dicas para uma boa convivência com animais

Para que condôminos e animais convivam em harmonia, é importante que os tutores estejam atentos a alguns pontos importantes.

Conheça as normas de convivência

As normas de convivência de um condomínio devem ser conhecidas por todos os moradores, especialmente para que não haja conflitos com os vizinhos e com os demais. As regras estão descritas no regimento interno, que também traz especificações sobre a presença dos animais de estimação.

Conforme apontado anteriormente, existem alguns condomínios que proíbem a presença de animais de estimação. Contudo, empreendimentos novos e modernos permitem a criação de pets, desde que respeitadas algumas normas.

Um ponto importante que você deve saber é que os regimentos antigos, que não permitem a presença de animais em condomínio, são considerados inválidos, uma vez que a legislação brasileira considera que ter um pet é um direito do cidadão.

Caso o condomínio conte com regras para a criação de animais de estimação, é importante que você conheça – e respeite – todas as normas. Alguns dos pontos que você deve prestar atenção são:

  • Cuidados com as áreas comuns;
  • Obrigatoriedade de vacinar o animal, conforme as determinações de cada espécie;
  • Termos sobre o barulho emitido pelos animais, como latidos;
  • Locais que permitem e que proíbem a circulação dos pets.

O principal objetivo do regimento interno é evitar que os animais protagonizem situações inconvenientes, o que é responsabilidade de seu tutor. Para que a convivência seja favorecida, é importante que, além de conhecer as normas, você as respeite e oriente seus vizinhos.

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Cuide dos espaços comuns

Os espaços comuns, conhecidos também como áreas de convivência, são de responsabilidade de todos os moradores e, por isso, você, como tutor de um animal, deve prezar pelos cuidados do local.

Dessa forma, mesmo que não existam normas estabelecidas no regimento interno, você pode usar o bom senso para determinar algumas atitudes corretas, como:

  • Não deixar o animal sozinho em áreas comuns, como elevadores, piscinas e campos de futebol;
  • Utilizar a caixa de transporte e até mesmo a focinheira, caso a espécie seja considerada agressiva e represente um perigo para os demais;
  • Respeite as determinações quanto aos locais que permitem a circulação dos animais de estimação;
  • Sempre recolha as fezes de seu pet e, para isso, sempre tenha uma sacolinha em mãos.

Preze pela segurança dos moradores

Muitos moradores são contra a presença de animais de estimação por se sentirem ameaçados. Claro que a situação não é um problema quando os pets não são agressivos, mas existem casos em que o animal pode se sentir assustado e, com isso, representar um perigo.

Para garantir a segurança dos moradores, é importante conhecer e estar atento aos comportamentos de seu animal. Caso ele se sinta ansioso e/ou assustado com a presença de pessoas desconhecidas, carregue-o no colo, caso a raça seja de porte pequeno. Entretanto, se o animal for de porte grande, transite pelo condomínio com uma guia e, também, com uma focinheira.

O uso da focinheira, em alguns estados do Brasil, é, inclusive, obrigatório para algumas raças, como dobermanns, filas brasileiros e pitbulls.

Caso o síndico não oriente os moradores quanto às medidas de segurança, tenha empatia com os demais moradores e faça sua parte. Se você verificar que outros tutores não seguem práticas que prezam pela segurança dos demais, tente conversar e orientar sobre o tema.

Sempre mantenha seu animal saudável e bem cuidado

Outro ponto de preocupação com relação aos animais em condomínio é a saúde. Isso porque alguns pets podem ser hospedeiros de parasitas que transmitem doenças para humanos, as chamadas zoonoses. Esse é o caso, por exemplo, da raiva e da leishmaniose.

Para evitar os riscos tanto para os animais quanto para os condôminos, é importante sempre manter o pet saudável e bem cuidado. Para isso, é indispensável prezar pela higiene e pela vacinação dos animais.

Alguns moradores reclamam, também, da questão de odores provindos das fezes dos animais. Desse modo, é importante que você cuide não somente do pet, mas também de seu apartamento.

Ensine o pet a fazer suas necessidades em um local específico

Essa dica está relacionada à anterior, uma vez que é determinante para a higiene do animal e do apartamento. A domesticação dos animais é um ponto importante, porque quanto mais obediente o pet for, menos problemas você terá.

Para que os odores sejam controlados, é importante que você recolha as fezes e as urinas dos animais com frequência diária. Entretanto, essa tarefa pode ser árdua quando o animal faz suas necessidades em todos os locais do imóvel.

Desse modo, ensine seu melhor amigo a fazer suas necessidades em um local específico. Isso irá facilitar a limpeza do local e, consequentemente, a solução de problemas relacionados aos odores causados pelos animais.

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Compre itens de segurança

A segurança de seu animal de estimação é, também, um fator importante para a boa convivência entre todos no condomínio. Gatos e, principalmente, cachorros são animais curiosos e, por isso, estão sempre descobrindo e explorando um local novo.

Para evitar a ocorrência de acidentes, invista em itens de segurança. Caso possua uma sacada, instale telas que impossibilitam a queda do animal. A mesma dica deve ser aplicada às janelas e às portas que dão acesso ao exterior.

Além disso, você deve estar sempre atento à porta principal do apartamento. Isso porque, em um momento de descuido ou de desatenção, seu animal pode escapar e fugir. 

Essa situação pode lhe trazer muitos transtornos, que vão desde a preocupação com o animal até problemas com o condomínio, uma vez que o pet pode se sentir assustado e agir de forma incomum.

Quer saber sobre o assunto?! O vídeo Pets em condomínios: direitos e deveres dos tutores, publicado no canal Meu AUmigo Cão, no YouTube, pode te ajudar. Veja:

Qual é a sua opinião sobre esse conteúdo?

Agora que você já sabe como melhorar a convivência entre os moradores e os animais em condomínio, chegou o momento de nos contar sua opinião sobre esse artigo. As dicas te ajudaram? Você acredita que as orientações serão úteis para seu dia a dia? Deixe suas impressões na caixa de comentários abaixo e, se quiser, escreva sugestões, críticas construtivas e elogios.

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