29 de novembro de 2021

Veja as possibilidades de crédito imobiliário no Brasil

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O crédito imobiliário é uma alternativa para quem deseja realizar o sonho da casa própria, mas não pode fazer o pagamento à vista. Nesse texto você confere todas as informações sobre o tema

O crédito imobiliário é uma das modalidades mais procuradas pelos brasileiros nas instituições financeiras. Isso porque, com os recursos obtidos, é possível realizar um dos principais sonhos da população: a conquista do imóvel próprio. 

Também conhecido como financiamento imobiliário, o crédito consiste em um processo complexo, que demanda atenção e comprometimento do contratante. Em muitos casos, por exemplo, o indivíduo assume a responsabilidade de pagar as parcelas por décadas.

Dessa forma, é importante que o indivíduo tenha conhecimento sobre todo o processo de contratação do crédito imobiliário. Se você deseja saber mais sobre o assunto, encontrou o artigo certo.

Para que você possa se planejar corretamente e escolher a melhor alternativa de financiamento, esse texto irá abordar:

O que é crédito imobiliário?

O crédito imobiliário pode ser definido como uma linha de crédito oferecida por instituições financeiras, como bancos e fintechs, para a compra, a construção ou a reforma de imóveis, sejam estes residenciais ou comerciais.

De acordo com dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), os financiamentos para a compra e para a construção de imóveis alcançaram o valor recorde de R$ 123,97 bilhões em 2020.

Os levantamentos mostram, ainda, que o número de imóveis financiados no último ano foi de 426.771 unidades, o que representa a maior quantidade desde 2014, ano que o mercado imobiliário considera o último boom da história recente do setor.

Esses números acompanham a tendência de crescimento do mercado imobiliário, que apresentou ótimos resultados mesmo com a pandemia de covid-19. Dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) mostram que o setor cresceu 26% no último ano, que registrou a venda de quase 120 mil imóveis.

Os números de crescimento foram impulsionados tanto pela mudança de comportamento dos brasileiros – que passaram a ficar mais tempo em casa e, por isso, consideraram investir em uma casa ou um apartamento novo – quanto pela baixa histórica da taxa básica de juros, a Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia).

Em 2020, a taxa finalizou o ano em apenas 2%. Sua baixa histórica favoreceu, principalmente, a contratação de crédito imobiliário, uma vez que o financiamento passou a apresentar juros mais baixos e, portanto, mais acessíveis.

Na primeira semana de maio, entretanto, o Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou um aumento na taxa Selic, que, atualmente, está em 3,5% ao ano. Esse foi o segundo aumento consecutivo de 2021.

Apesar da alta, especialistas afirmam que o número continua baixo em comparação com outros períodos da história brasileira e, por isso, os cidadãos ainda têm facilidades para contratar o crédito imobiliário.

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Quais são os principais tipos de financiamento?

O crédito imobiliário pode ser dividido em categorias de financiamento. No Brasil, as modalidades mais comuns são: o SFH (Sistema Financeiro de Habitação), o SFI (Sistema Financeiro Imobiliário) e o programa Casa Verde e Amarela.

SFH

Criado em 1994 pelo Governo Federal, o SFH tem, como o próprio nome sugere, o objetivo de reduzir o déficit habitacional da população brasileira. Hoje em dia, esse é o sistema mais comum e utilizado pelos cidadãos.

De acordo com as determinações, os recursos provenientes do crédito imobiliário do tipo SFH podem ser utilizados tanto para a compra quanto para a construção e para a reforma de casas e de apartamentos.

Nessa modalidade, o valor do financiamento deve ser de até 80% do total do imóvel. Nesse caso, o imóvel não pode, em hipótese alguma, exceder o valor máximo de R$ 1,5 milhão.

Para contratar o crédito imobiliário do tipo SFH, o indivíduo precisa atender a alguns requisitos, tais como:

  • Ser maior de 18 anos ou comprovar a emancipação após os 16 anos;
  • Ser brasileiro, naturalizado ou comprovar a existência de visto para morar no Brasil;
  • Ter renda suficiente para passar pela análise de crédito;
  • Não ter restrições em cadastros que a instituição financeira verifica o saldo devedor.

Conforme apontado acima, o SFH é o sistema mais comum entre os brasileiros e uma das principais razões é a possibilidade de utilização dos valores provenientes do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

SFI

Criado pelo Governo Federal em 1997, ou seja, após o SFH, o SFI tem o objetivo de suprir as deficiências dos demais sistemas existentes no Brasil. Voltado, principalmente, para a classe média, o SFI é considerado mais flexível do que o SFH, por exemplo.

Dessa forma, indivíduos com necessidades específicas, que não estão previstas nos demais sistemas, podem contratar o crédito imobiliário da modalidade SFI. Algumas dessas especificidades podem ser: a preferência por pagar valores maiores por parcela e a preferência por um imóvel que custa mais de R$ 1,5 milhão.

Ao contrário do SFH, o SFI não estabelece um valor máximo para o imóvel e o financiamento pode ser de até 90% do total da casa ou do apartamento.

Outro ponto atrativo do SFI é sua análise de crédito menos criteriosa. Dessa forma, o sistema não se preocupa com a porcentagem de comprometimento da renda do contratante, que tem mais autonomia para decidir se deve ou não optar pelo crédito imobiliário.

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Casa Verde e Amarela

Criado para substituir o Minha Casa Minha Vida, o programa Casa Verde e Amarela tem o objetivo de auxiliar a população brasileira na compra de moradias e, por isso, apresenta alguns diferenciais. 

A meta do programa é atender 1,6 milhão de famílias de baixa renda, além de regularizar dois milhões de moradias e de promover melhorias em mais de 400 mil imóveis até 2024. 

Para ter o direito ao crédito imobiliário Casa Verde e Amarela, é necessário estar em um dos grupos atendidos. Ao contrário do que ocorria com o Minha Casa Minha Vida, o programa divide suas faixas em três grupos – tanto para a área urbana quanto para a área rural. Assim, a divisão ocorre da seguinte forma:

  • Grupo Urbano 1: famílias com renda de até R$ 2 mil;
  • Grupo Urbano 2: famílias com renda de R$ 2 mil a R$ 4 mil;
  • Grupo Urbano 3: famílias com renda de R$ 4 mil a R$ 7 mil;
  • Grupo Rural 1: famílias com renda de até R$ 24 mil;
  • Grupo Rural 2: famílias com renda de até R$ 48 mil;
  • Grupo Rural 3: famílias com renda de até R$ 84 mil.

O decreto que regulamenta o programa Casa Verde e Amarela prevê um subsídio de até R$ 110 mil para a construção ou para a compra de imóveis novos em áreas urbanas. Em áreas rurais, o subsídio pode chegar a R$ 45 mil.

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Quer saber mais sobre crédito imobiliário e a compra do imóvel próprio? O vídeo Como comprar casa própria em 2021 em 4 passos, publicado no canal Finanças Femininas, no YouTube, pode te ajudar:

Como funciona o processo de contratação de um financiamento imobiliário?

Antes de escolher um dos sistemas de crédito imobiliário, é importante que você conheça o processo de contratação de um financiamento. Para que o resultado seja satisfatório, é importante que todas as etapas sejam realizadas de forma correta.

Simulação de financiamento

O primeiro passo para contratar um crédito imobiliário é realizar a simulação de financiamento junto à instituição financeira escolhida. Essa etapa é essencial para que o contratante saiba quais serão os custos totais, bem como as formas de pagamento e demais questões.

A simulação de financiamento pode ser realizada por meio da internet, uma vez que diversas instituições financeiras oferecem ferramentas on-line. 

A Arbo, por exemplo, permite que você simule seu crédito imobiliário e esteja em contato com as principais instituições financeiras do Brasil, para que possa avaliar qual será a mais benéfica. Clique aqui e faça sua simulação gratuitamente.

Consulta de crédito

Após realizar a simulação de crédito imobiliário e, enfim, de escolher a instituição financeira ideal para suas necessidades, o banco ou a fintech irá avaliar sua condição financeira.

Nessa etapa, o contratante precisa comprovar sua renda mensal e, para isso, deve fornecer à instituição todos os documentos necessários.

Avaliação do imóvel

Se você for aprovado na avaliação de crédito, o próximo passo é avaliar o imóvel que deseja financiar. Nesse caso, a instituição financeira irá contratar um corretor especializado e o enviará até a propriedade para verificar todos os aspectos.

Cada banco – ou fintech – possui parâmetros e restrições específicos e, por isso, pode aprovar ou reprovar o imóvel desejado. Caso a avaliação seja positiva, o profissional da instituição irá prosseguir para a escolha do sistema ideal para o contratante.

Assinatura do contrato

Por fim, você irá assinar o contrato junto à instituição financeira escolhida. Um aspecto fundamental nessa etapa é ler todo o documento e se atentar a todos os detalhes. Não tenha pressa nem assine por impulso.

Após assinar o documento, a confirmação do financiamento poderá ser realizada em um período máximo de 30 dias.

E agora? Você já sabe como começar?

Agora que você já sabe o que é crédito imobiliário e as possibilidades de financiamento no Brasil, já pode começar a avaliar qual opção é a ideal para seus objetivos e para suas necessidades.

Não deixe de apontar sua opinião sobre esse artigo na caixa de comentários abaixo. Se tiver dúvidas, não hesite em nos perguntar. Estamos prontos para te ajudar.

Como você pôde perceber, a simulação on-line do financiamento é essencial para a contratação da alternativa ideal. Para saber mais sobre o assunto, clique aqui e acesse o artigo completo.

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