22 de abril de 2024

Interior supera capitais na valorização dos imóveis

Edição Arbo 360 Capa Superlógica Imobiliárias

Nesta edição, você vai ler que o sexto corte consecutivo da Selic traz expectativas positivas para o mercado imobiliário. Mesmo com a previsão de crescimento na área, os preços dos imóveis devem se manter em alta.

A Arbo 360° dessa semana está no ar!

Os outros destaques desta edição são:

🤑 Valorização dos imóveis subiu mais no interior do que nas capitais;

💰 Aluguel em Brasília já subiu mais de 6% em 2024;

🏬 Metro quadrado de aluguel na Faria Lima chegou a R$ 220,00;

📈 Estados Unidos mantém taxa de juros acima de 5%.

Boa leitura!

Interior supera capitais na valorização dos imóveis

Corte da Selic melhora expectativas para 2024 e 2025

Na última quarta-feira, 20, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, chegando a 10,75% ao ano. 

Essa foi a sexta queda consecutiva da taxa. Desde agosto de 2023, quando o Copom iniciou o ciclo de redução, a Selic diminuiu 3 pontos percentuais.

A nova redução da Selic é considerada uma ótima notícia para o mercado imobiliário, porque estimula investimentos, melhora o ambiente de negócios e ajuda a conter a fuga de recursos da poupança, que é uma importante fonte para o crédito imobiliário.

A possibilidade da taxa básica de juros fechar este ano abaixo dos 10% alimenta expectativas positivas para o mercado imobiliário em 2024 e início de 2025. 

Isso abre oportunidades tanto para quem procura um imóvel para morar quanto para investidores que buscam diversificar seu portfólio. Então, vale a pena que a sua imobiliária acompanhe de perto os próximos passos.

🤔 Quando os clientes vão sentir o efeito da redução da Selic?

A redução dos juros leva algum tempo para se manifestar na economia. Esse fenômeno é chamado de defasagem da política monetária e leva pelo menos seis meses.

Assim, embora já seja possível notar os reflexos da flexibilização monetária por parte do Banco Central, o efeito ainda é pequeno para o consumidor. A expectativa é de que as taxas de juros para o mercado imobiliário só caiam a partir do segundo semestre de 2024.

🔎 O que esperar do mercado imobiliário daqui para frente?

As mudanças nas regras do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e o início do ciclo de quedas da taxa básica de juros já estão gerando resultados.

No ano passado, o mercado imobiliário registrou 163,1 mil unidades vendidas, o que representa 32,6% a mais do que o observado em 2022.

Apesar das boas perspectivas, não se espera uma redução nos preços dos imóveis em 2024. Os custos de construção ainda permanecem elevados e as margens de lucro das incorporadoras continuam pressionadas. 

Vale ressaltar que o setor imobiliário é tradicionalmente resistente a quedas de preços, e os custos de construção ainda não apresentam uma tendência de queda significativa.

A título de curiosidade, o Índice Nacional de Custos de Construção (INCC) encerrou o ano passado com uma alta de 3,32%. Para que os preços dos imóveis comecem a cair, seria necessário observar uma deflação nos custos de construção. Por isso, os preços dos imóveis devem se manter estáveis ou até mesmo subir.

Interior supera capitais na valorização dos imóveis

Imóveis mais caros no interior do que nas capitais

A valorização dos imóveis para venda continua em ritmo acelerado. Em fevereiro, o Índice FipeZAP de Venda Residencial registrou um aumento de 0,49%, seguindo a tendência de alta observada em dezembro (0,29%) e janeiro (0,36%).

Em comparação com outros índices que influenciam no preço, o IGP-M apresentou uma variação mensal de 0,52%, enquanto a prévia do IPCA registrou um aumento médio de 0,78% nos preços ao consumidor.

As maiores valorizações observadas pelo índice foram em São José dos Campos (SP), com 2,42% de aumento, seguido por João Pessoa (PB), com 1,74%. Curitiba (PR) e Blumenau (SC) também apresentaram números positivos, com valorizações de 1,65% e 1,53%, respectivamente. São José (SC) teve um aumento de 1,30%, enquanto Salvador (BA) ficou com uma valorização de 1,15%.

🗓️ Desempenho dos últimos 12 meses

O Índice FipeZAP também registrou uma valorização no acumulado dos últimos 12 meses, chegando a 5,31%.

Nesse período, São José (SC) se destaca como a cidade com maior valorização, registrando alta de 18,62%; seguida por Itapema (SC), com 17,78%; Maceió (AL), com 15,23%; Vila Velha (ES), com valorização de 15,01%; e Goiânia (GO), com um aumento de 14,29%.

💰 Preço do metro quadrado

O preço médio calculado para as 50 cidades monitoradas pelo índice foi de R$ 8.791/m².

Interessante observar que imóveis de um dormitório se destacaram pelo preço médio de venda relativamente mais elevado (R$ 10.358/m²), enquanto unidades com dois dormitórios registraram um valor médio menor (R$ 7.902/m²).

O trio Balneário Camboriú (SC), Itapema (SC) e Vitória (ES) lideram com o metro quadrado mais caro desde abril do ano passado, com valores respectivos de R$ 12.842, R$ 12.709 e R$ 11.110.

Aluguel em Brasília sobe mais de 6% no ano

Os aluguéis residenciais em Brasília deram um salto de 6,6% no acumulado de 2024, recebendo o título de cidade com o maior aumento nos preços de aluguel em todo o Brasil.

Essa valorização supera até mesmo o aumento registrado pelo IPCA que, no mesmo período, teve um acréscimo de apenas 1,25%.

Outras capitais também viram seus preços de aluguel subirem no balanço parcial de 2024. Salvador aparece em segundo lugar, com um aumento de 4,24%, seguida por Curitiba, com 3,89%, e Recife, com 3,37%. Esses números ficam acima da média do índice, que apontou um crescimento acumulado de 2,56%

🛌 Imóveis com 1 dormitório lideram valorização do aluguel

Somente em fevereiro, os preços de aluguel residencial subiram em média 1,28%, marcando um aumento mais expressivo do que nos meses anteriores, como outubro (0,7%), novembro (0,85%), dezembro (1%) e janeiro (1,26%).

O aumento foi especialmente impulsionado pelos imóveis com 1 dormitório, que registraram a maior elevação no último mês, com 1,6%. 

🤑 Valorização não ficou apenas nas capitais

Entre as cidades analisadas pelo índice, excluindo as capitais, São José do Rio Preto (SP) teve a maior variação em 2024, com 5,42%, seguida por São José (SC), com 4,31%, e Praia Grande (SP), com um aumento de 4,05%.

Faria Lima tem escalada no preço dos aluguéis

A região da Faria Lima, no coração de São Paulo, mantém uma valorização contínua nos preços de aluguel de prédios comerciais, indicando um cenário de alta demanda.

Após um aumento médio de 20% no preço de locação de escritórios no último ano, as projeções apontam que esses valores permanecerão em níveis elevados ao longo de 2024.

Nos resultados do quarto trimestre de 2023, o preço médio do aluguel de escritórios na Faria Lima atingiu a marca de R$ 220/m², superando os R$ 202,03/m² registrados ao longo do ano. Já o preço médio do metro quadrado do aluguel na cidade de São Paulo em 2023 foi de R$ 109,76.

⬇️ Taxa de vacância segue em baixa

A taxa de vacância na Faria Lima, que chegou a 9,8% no final do último trimestre, demonstra perspectivas positivas para o mercado, com previsões de manutenção ou até mesmo uma leve queda ao longo de 2024. 

Entretanto, ao analisar o cenário para toda a cidade, a vacância alcançou 23,47% nos prédios corporativos classe A.

Interior supera capitais na valorização dos imóveis

Taxa de juros nos EUA seguem acima de 5%

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, anunciou na última quarta-feira, 20, sua decisão de manter as taxas de juros na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano. 

A escolha foi unânime e já era esperada pelo mercado.

A estabilidade dos juros em patamares elevados nos Estados Unidos tem implicações em todo o mundo, especialmente nos mercados financeiros.

Os juros elevados aumentam a atratividade dos títulos públicos norte-americanos, levando a uma crescente migração de investidores em busca de retornos mais atrativos, o que afeta os mercados de ações e influencia o valor do dólar.

No cenário macroeconômico, os efeitos dos juros altos têm implicações de longo prazo, porque os empréstimos e investimentos se tornam mais caros e isso pode resultar em uma desaceleração econômica global.

Interior supera capitais na valorização dos imóveis

Rooftop está valorizando os imóveis

Uma mudança na localização da área de lazer dos prédios vem ganhando força no mercado e promete ser o novo segredo para o sucesso nos negócios.

Ter piscinas, áreas de convivência e espaços de lazer nas alturas oferece vantagens práticas e significam menos incômodo com o calor e mais tranquilidade para os moradores. Esse conceito, também conhecido como rooftop, pode valorizar o empreendimento em até 20% por metro quadrado.

Diante desse potencial de valorização, investir em imóveis com área de lazer no topo pode ser o pulo do gato para expandir a carteira da imobiliária e garantir bons negócios.

Se você quer se destacar no mercado imobiliário, é hora de considerar essa nova tendência. Captar em imóveis com área de lazer no topo não só atende às demandas do momento, mas também pode ser uma aposta certeira para um retorno lucrativo.

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Até a próxima edição!

Interior supera capitais na valorização dos imóveis
Ellen Ramos Cardoso
Ellen Ramos Cardoso

Ellen é jornalista e traz consigo uma bagagem que combina experiências em agências de comunicação, assessoria e jornais. É responsável pelos conteúdos aqui do blog e da Arbo 360º, com o compromisso de ajudar gestores e imobiliárias a descomplicar suas rotinas e impulsionar os resultados.

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