18 de outubro de 2021

Descubra quando o financiamento imobiliário é uma boa escolha

Quer realizar o sonho da casa própria e precisa entender melhor sobre o financiamento imobiliário? Tire suas dúvidas nesse texto antes de tomar uma decisão

O sonho da casa própria ainda faz parte da realidade de muitos brasileiros. Para isso, é comum que recorram a auxílios financeiros para adquirir um imóvel, como o financiamento imobiliário. Apesar de bastante frequente entre a população, o financiamento exige análises e muito planejamento.

Por isso, antes de tomar uma decisão, é necessário entender o que é o financiamento imobiliário, quais são as condições e os prazos de pagamento e outros pontos importantes para a análise.

O que é financiamento imobiliário?

Ao comprar um imóvel novo ou usado, que pode ser tanto uma casa quanto um apartamento, o consumidor pode optar pelo financiamento imobiliário. Nesse caso, ao invés de entregar o pagamento diretamente ao proprietário, o comprador empresta uma quantia de uma instituição financeira e firma o compromisso de pagá-la de forma mensal.

Desse modo, o financiamento pode ser definido como uma possibilidade que o comprador tem de dividir o pagamento de um imóvel em diversas parcelas, que podem se estender por vários anos.

Durante o período do financiamento, o imóvel não pode ser negociado, mesmo que esteja registrado no nome do comprador. Para realizar uma venda, por exemplo, o indivíduo deve esperar a conclusão dos pagamentos.

O financiamento imobiliário no Brasil

Segundo dados coletados pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário), o financiamento imobiliário bateu um recorde histórico em 2020, ao registrar um crescimento de 58% ao longo do ano em comparação ao mesmo período de 2019.

No último ano, os financiamentos imobiliários com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) somaram R$ 123,9 bilhões. O crescimento histórico foi ainda maior do que em 2014, quando os financiamentos chegaram a R$ 112,9 bilhões.

O crescimento dos financiamentos imobiliários começou a ser registrado em abril de 2020, em meio à pandemia de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Ao longo do que muitos especialistas pensaram, o cenário pandêmico foi favorável ao mercado imobiliário, que alcançou recordes de venda no último ano.

Uma pesquisa do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) mostrou que o setor não parou de crescer durante o período de quarentena. E o crescimento não foi registrado apenas nas vendas, mas também nos lançamentos.

Os resultados foram incentivados, entre outros fatores, pela extrema relevância dada aos imóveis – devido às medidas de isolamento e de distanciamento social – e pela queda histórica da taxa básica de juros, conhecida como taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), finalizou 2020 no patamar de 2% ao ano. 

No último ano, quase 427 mil imóveis foram financiados, o que representa um aumento de 43,2% em relação a 2019, que contabilizou quase 298 mil unidades financiadas. Nesse cenário, a pesquisa mostra que todos os estados brasileiros registraram aumento no número de financiamentos imobiliários.

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Quais são os tipos de financiamentos imobiliários?

Os financiamentos imobiliários podem ser divididos em diferentes tipos, que são selecionados de acordo com o perfil de cada investidor. Para tomar a decisão correta – que deve ser pensada em conjunto com o gerente da instituição financeira escolhida -, é necessário conhecer cada uma das categorias.

Casa Verde e Amarela

O programa Casa Verde e Amarela consiste em uma tentativa do Governo Federal de facilitar o acesso de parte da população à moradia. O intuito é que a iniciativa substitua o conhecido Minha Casa, Minha Vida.

Lançado em agosto de 2020, o programa tem o objetivo de conceder financiamento habitacional para 1,6 milhão de famílias de baixa renda até 2024. Para isso, irá disponibilizar subsídios com o valor de até R$ 140 mil para a compra de um imóvel.

Já famílias que desejam reformar sua casa ou seu apartamento poderão contar com subsídios de até R$ 23 mil. Os valores são destinados, principalmente, a famílias que possuem uma renda mensal máxima de R$ 7 mil.

Para saber mais sobre o programa, confira o vídeo Programa Casa Verde e Amarela | Quem pode, diferenças e como funciona o novo Minha Casa Minha Vida, publicado no canal Monetizando, no YouTube:

SFH (Sistema Financeiro de Habitação)

Criado em 1964 pelo Governo Federal, o SFH surgiu com o objetivo de reduzir o déficit habitacional da população. Atualmente, esse é o sistema de financiamento imobiliário mais comum entre os brasileiros.

Os recursos provenientes do SFH podem ser utilizados para a compra, a reforma ou a construção de um imóvel. Nesse caso, o valor do financiamento deve ser de até 80% do total do imóvel. Além disso, a casa ou o apartamento não pode exceder o valor de R$ 1,5 milhão.

A taxa de juros anual dos financiamentos SFH é fixa e limitada a, no máximo, 12%, além da TR (Taxa Referencial). Para usufruir do sistema, o indivíduo deve, além de selecionar um imóvel que se encontre nas condições citadas:

  • Ser maior de 18 anos (ou comprovar a emancipação após os 16 anos);
  • Ser brasileiro, naturalizado ou comprovar que possui visto para morar no Brasil;
  • Ter renda suficiente para passar pela análise de crédito;
  • Não ter restrições em cadastros que verificam o saldo devedor.

O SFH é bastante comum, entre outras razões, por permitir a utilização dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). O valor pode ser utilizado tanto como entrada quanto como pagamento para o empréstimo.

SFI (Sistema Financeiro Imobiliário)

Mais recente do que o SFH, o SFI foi criado pelo Governo Federal em 1997 com o objetivo de suprir as deficiências dos demais sistemas propostos. Nesse ponto, o SFI é considerado mais flexível e está voltado para a classe média.

Esse sistema, ao contrário do SFH, está direcionado a indivíduos com necessidades específicas, que não estão previstas nos demais sistemas. Alguns exemplos que podem ser citados são: o financiamento de um imóvel com valor acima de R$ 1,5 milhão e valores mais altos por parcela.

Isso ocorre porque, no SFI, não há um valor máximo estabelecido para o imóvel a ser financiado. Além disso, enquanto o SFH concede um financiamento de, no máximo, 80% do valor do imóvel, esse sistema pode chegar a até 90% do valor da casa ou do apartamento. 

O SFI é, também, menos criterioso na avaliação de crédito e, por isso, não estabelece um limite de comprometimento de renda, o que permite que o cliente pague parcelas com valores maiores. 

Os recursos desse tipo de sistema advêm de investidores do mercado imobiliário, especialmente de instituições financeiras, como bancos e fintechs. 

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Quais são as vantagens e as desvantagens dos financiamentos imobiliários?

Financiar um imóvel pode ser a solução de muitos problemas. Contudo, como em todos os processos, existem os prós e os contras. Veja abaixo antes de tomar uma decisão:

Vantagens dos financiamentos imobiliários

O financiamento imobiliário não atrai somente compradores que desejam realizar o sonho da casa própria, mas também investidores que desejam obter lucro com o imóvel. No primeiro caso, a vantagem é nítida: a concretização de um objetivo e a oportunidade de não pagar mais aluguel.

Já na segunda situação, o investidor também conta com uma vantagem, que está relacionada à valorização do imóvel com o passar do tempo. Além disso, após comprar o imóvel, ele pode rentabilizar a propriedade de várias formas, como por meio da locação ou da revenda.

Além disso, o financiamento imobiliário se mostra bastante vantajoso porque permite, logo após a aprovação, a habitação imediata do imóvel – exceto em casos em que o imóvel é comprado ainda na planta

Desvantagens dos financiamentos imobiliários

As vantagens são evidentes, mas os compradores precisam ficar atentos ao processo de financiar um imóvel. Isso porque um financiamento consiste em uma dívida, que pode perdurar por muitos anos. Desse modo, é necessário ter certeza de que será capaz de arcar com os custos.

Para isso, o interessado deve avaliar todos os pontos referentes ao financiamento imobiliário antes de assinar o contrato, como o valor e a quantidade de parcelas, as condições de pagamento, entre outros. O planejamento financeiro é um item essencial nessa etapa, já que será capaz de avaliar se o comprador pode ou não se comprometer com a dívida.

O que você achou do conteúdo?

Agora que você já sabe o que é um financiamento imobiliário, bem como seus tipos, vantagens e desvantagens, pode avaliar se a modalidade é a melhor maneira para obter um imóvel. Deixe sua opinião sobre esse artigo na caixa de comentários abaixo e, em caso de dúvidas sobre o tema, não hesite em perguntar.

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