27 de janeiro de 2022

Como empresas brasileiras estão na quarentena?

A Covid-19 chegou ao Brasil em fevereiro de 2020. Em março, os primeiros casos de infecção local começaram e o país iniciou as medidas para conter a pandemia. Nesse cenário, veja como as empresas brasileiras estão lidando com essa situação.

Mercados, negócios e instituições tiveram que reorganizar suas rotinas e serviços para manter o funcionamento. Uma pesquisa feita pela Wame mostrou que 96% dos times estão fazendo trabalho remoto ou reduziram operação.

As organizações de necessidade básica seguiram com suas atividades com jornada reduzida, como alimentação e saneamento. Outras, adaptaram suas jornadas ao trabalho remoto, como é o caso de muitas empresas do mercado imobiliário. A Arbo está desde o dia 21 de março com suas equipes trabalhando de forma remota, e retomou essa semana algumas atividades presenciais.

Hoje, estamos testemunhando o que certamente será lembrado como uma implantação histórica de trabalho remoto e acesso digital a serviços em todos os domínios, incluindo medicina, educação, governo, entretenimento e muito mais. 

Bob Swan, CEO da Intel

Muitas pessoas, até então, não tinham contato frequente com o digital. Mas, tiveram que se adaptar, e vêm se inserindo na transformação digital nesses 2 meses. Digitalizar, automatizar e tornar online alguns processos deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade.

Essa necessidade atingiu as organizações, assim como seus consumidores. Estes, descobriram novas formas de consumir, pesquisar preços e relacionar-se com as marcas. Para manter a qualidade no atendimento desse novo público, algumas ferramentas do mercado estão disponíveis.

Exemplos de mudanças internas em empresas brasileiras

A Glassdoor entrevistou algumas empresas no Brasil, e reuniu as ações internas adotadas por elas nesse momento. Reproduzimos neste tópico algumas dessas práticas. Você pode ver as medidas de todas as empresas entrevistadas na Mundo Rh.

Natura

O que tem oferecido aos funcionários: A Natura adotou o trabalho remoto para todos os colaboradores que possam exercer suas funções dessa forma — e, para isso, providenciou notebooks para aqueles que utilizavam desktops no escritório. Profissionais cujas funções exigem o trabalho presencial, mas que pertencem a grupos de risco receberam licença remunerada. A empresa também assumiu o compromisso de não adotar nenhum programa de demissões nos próximos 60 dias.

Com times reduzidos, as fábricas passarão a se dedicar gradativamente a produzir apenas itens essenciais de higiene pessoal, além de álcool em gel e líquido, cruciais para frear a propagação da Covid-19. “Deixaremos, temporariamente, de fabricar linhas como maquiagem e perfumaria. Os estoques disponíveis deverão honrar os pedidos feitos por nossas consultoras e revendedoras”, explica Rafael Campolina, Employer Branding da Natura.

Ações de comunicação: A área de comunicação da Natura tem usado diversos canais, incluindo e-mail, intranet e o App do Colaborador para anúncios institucionais. Há também um boletim diário com notícias, curadoria de conteúdo externo e depoimentos de colegas. Também foram produzidos materiais como uma pesquisa interna sobre o trabalho remoto para entender as dores dos profissionais neste momento e endereçar suas necessidades.

Cielo

O que tem oferecido aos funcionários: A empresa adotou home office para todos os colaboradores dos setores administrativo e comercial e fechou as lojas de São Paulo e Rio de Janeiro para proteger a saúde dos funcionários.

Ações de comunicação: A Cielo adotou reuniões diárias com os times para que todos se mantenham conectados e em sinergia.  Também vem realizando treinamentos e comunicações educativas via intranet, WhatsApp e e-mail, bem como transmissões ao vivo voltadas ao público externo para ajudar microempreendedores com dicas sobre como manter as vendas nesse momento de crise.

Mandic

O que tem oferecido aos funcionários: Vem operando com o time 100% remoto desde o dia 17 de março. “Nós já operávamos com algumas áreas em formato de home office parcial, mas alguns colaboradores ainda usavam desktop. Então fornecemos notebooks para todos”, explica a Diretora de RH Vanessa Mizue. Além disso, a empresa está oferecendo o Benefício Farmácia no subsídio de compra de medicamentos.

Ações de comunicação: A Mandic manteve rituais, como o talk semanal em que um colaborador apresenta uma palestra de assunto técnico ou não — mas a transmissão, é claro, passou a ser exclusivamente online. Eles também apostam em canais de comunicação no Slack, usados para orientar os colaboradores em relação ao Covid-19 e a boas práticas no home office, além de um canal do CEO para informar sobre ações que estão sendo tomadas, bem como outras questões ligadas diretamente ao negócio.

Tembici

O que tem oferecido aos funcionários: Equipe interna (escritório e atendimento) liberada para home office, viagens canceladas, intensificação da rotina de limpeza nas instalações da operação (que segue funcionando), e reforço às práticas de higiene. Todos os colaboradores que pertencem ao grupo de risco foram afastados das suas atividades.

Ações de comunicação: A empresa produziu um manual sobre Covid-19 explicando como o vírus se propaga e por que o isolamento e uma rotina de higiene regrada são importantes. “Para cada nova decisão, fazemos uma comunicação oficial, buscando um diálogo rápido e transparente. Promovemos para toda empresa uma conferência para falar sobre trabalho remoto e boas práticas, e estamos utilizando o Slack como ferramenta oficial: cada área criou um canal aberto para receber dúvidas e passar informações, e cada equipe criou o seu canal fechado para compartilhar a rotina”, explica Jessica Romão, do Time de Pessoas da Tembici.

Perspectivas para os próximos meses

Para pensar no que esperar para os próximos meses, buscamos observar o que vem acontecendo na China, que foi o local percursor da pandemia e que agora está, gradativamente, retomando suas atividades.

As atividades econômicas do país estão voltando ao ritmo anterior as paralisações. Segundo artigo do McKinsey & Company, “o congestionamento do tráfego e as vendas de imóveis residenciais estão próximos de onde estavam no início de janeiro de 2020”.

Essa retomada está em nível cauteloso, pela possibilidade de ainda haver um novo surto. Mas, à medida que essas empresas retomam suas atividades, elas podem ser as primeiras do mundo a moldar o próximo “normal”. 

A McKinsey & Company apontou algumas tendências para os próximos meses. Estudamos 2 delas e suas relações com o nosso mercado imobiliário:

Futuro do trabalho e do consumo

A pandemia impulsionou o digital. Adaptamos novas tecnologias em todos os aspectos da vida, do comércio eletrônico às ferramentas de trabalho remoto e de aprendizado. Novas práticas de trabalho e compras provavelmente se tornarão um elemento permanente do próximo normal.

No nosso mercado, 27% dos consumidores comprariam um imóvel só vendo fotos e vídeos, segundo pesquisa da ImovelWeb. Isso abre um leque de novas possibilidades para o mercado, e aponta para um novo hábito de consumo nos clientes. Exigência por uma melhor navegação nos portais, melhor experiência em atendimentos online e entre outras novas demandas.

Mobilizar recursos em velocidade e escala. 

Em semanas, a China mobilizou e adaptou milhares de médicos e leitos hospitalares. Governos investiram em novas ferramentas para mapear a transmissão e lançaram enormes planos de estímulo econômico. A capacidade de mobilizar recursos da Ásia deve ser exemplo para os outros continentes.

Por aqui, estamos aprendendo a agir com rapidez e de forma escalável. Quem já estava de olho nas tendência do mercado, conseguiu se mobilizar para o online mais rápido, sem muitas perdas de aprendizagem, ou sem precisar de um longo período de adaptação. Enquanto isso, algumas empresas tiveram que fechar as portas. Pelo menos 600 mil micro e pequenas empresas fecharam as portas e 9 milhões de funcionários foram demitidos em razão dos efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus, segundo levantamento feito pelo Sebrae.

Mas isso é diferente no mercado imobiliário, segundo Marcos Araujo, CEO e Fundador da Datastore “As empresas estão mais preparadas para vender digitalmente e contatar digitalmente, se essa pandemia tivesse acontecido quatro, cinco anos atrás o impacto teria sido muito maior. Muitas empresas estão avançando para oferecer a jornada de compra do imóvel 100% online”.

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