18 de outubro de 2021

10 passos para fazer um controle financeiro em casa

como fazer controle financeiro em casa

Tá difícil guardar uma graninha para o futuro? Veja algumas dicas que você pode começar a aplicar agora mesmo e faça um controle financeiro em casa!

Já diria o sábio: o grande problema de hoje em dia é que o dinheiro acaba e o mês continua. Todo mundo gostaria de se organizar para conseguir guardar uma graninha para os objetivos de longo prazo, como comprar uma casa. Fazer um controle financeiro em casa demanda o abandono de velhos hábitos e uma mudança de mentalidade.

Neste post do Blog da Arbo, preparamos um passo a passo para quem quer se planejar financeiramente. São itens sobre os quais você precisa refletir para, de fato, modificar suas atitudes e conseguir resultados melhores. Confira!

  1. Descubra quanto dinheiro entra e quanto sai
  2. Divida os gastos por categorias
  3. Identifique e reduza gastos supérfluos
  4. Aprenda a comprar com consciência
  5. Quite ou renegocie dívidas
  6. Controle os cartões de crédito
  7. Estabeleça objetivos e metas
  8. Crie reservas para gastos anuais
  9. Crie reservas para emergências
  10. Separe um dinheiro para investir

1. Descubra quanto dinheiro entra e quanto sai

Você com certeza já sabe que não dá para fazer um controle financeiro sem ter certeza de quanto você ganha e quanto você gasta. Contudo, criar o hábito de acompanhar esses números não é tão fácil assim, não é?

Felizmente, hoje há muitas ferramentas simples e intuitivas voltadas para essa finalidade. O Blog da Arbo já tem um artigo com 11 aplicativos de controle financeiro que vale a pena conhecer. Além disso, os próprios aplicativos dos bancos já são de grande ajuda. 

Em último caso, se você funciona melhor com papel e caneta, tire extratos mensais das suas contas e anote, primeiramente, as somas de todo o dinheiro que entra e sai. Nesse primeiro momento, não se preocupe em ser muito detalhista. A ideia é só ter uma visão geral do que está acontecendo.

Para quem tem o salário como única fonte de renda, fica mais fácil medir as receitas. Quem recebe recursos de várias fontes e tem contas em bancos diferentes vai ter um pouco mais de trabalho. O importante é garantir que você consiga reunir essas informações básicas, que vão fundamentar os próximos passos.

2. Divida os gastos por categorias

Agora é a hora de entrar em detalhes no que diz respeito às suas despesas. Geralmente, quem acaba tendo problemas financeiros não tem muita noção de para onde seu rico dinheirinho está indo. Para ter uma bússola no meio dessa confusão, pegue seu extrato mensal e divida os gastos em categorias.

Você pode criar quantas categorias julgar necessárias, mas os itens abaixo costumam ser suficientes para a maioria das pessoas:

  • Moradia;
  • Saúde;
  • Transporte;
  • Supermercado;
  • Lazer;
  • Bares e restaurantes;
  • TV/Internet/Telefone.

Se você é o tipo de pessoa que não resiste a uma bela promoção ou a uma saída com os amigos, pode ser interessante criar categorias específicas só para esse tipo de gasto, como:

  • Roupas novas;
  • Salão de beleza;
  • Cinema;
  • Jantares e lanches;
  • Baladas;

3. Identifique e reduza gastos supérfluos

Ninguém vai propor que você abandone todas as coisas que você gosta de uma hora para outra para economizar. Contudo, se algum tipo de gasto está ficando pesado a ponto de impedir outros objetivos, você vai ter que tomar uma atitude.

Num olhar mais profundo, todos nós somos capazes de identificar gastos desnecessários no nosso dia a dia. Quer um exemplo dos mais atuais? Hoje em dia quase todo mundo tem assinatura de algum serviço de streaming. Antes o Netflix estava solitário nesse mercado, mas uma enxurrada de concorrentes surgiu nos últimos anos.

Muita gente mantém assinaturas de dois, três, quatro ou até mais serviços desse tipo. Se você se identificou com essa situação, fica a seguinte pergunta: você tem tempo para usar todos eles?

A maioria certamente dirá que não. Isso significa que, todos os meses, um bom dinheiro vai embora por serviços que não são plenamente utilizados. Nós caímos na armadilha de pensar: “é melhor continuar com a assinatura, vai que aparece algo legal aqui”.

Se você está nessa situação, que tal pensar em fazer um rodízio? Assine o serviço A por um mês, veja tudo que te interessa, cancele, troque pelo serviço B, e assim por diante. Eleja só o que você mais gosta para ficar de maneira fixa na sua lista de gastos.

A lógica é encontrar alternativas mais baratas para ter e fazer o que você gosta. Se você sai todo fim de semana com os amigos, será que não é uma boa marcar o encontro para a casa de alguém de vez em quando? Talvez isso ajude a economizar com gasolina, estacionamento, comida, etc. 

4. Aprenda a comprar com consciência

Quem nunca comprou alguma coisa por impulso? Quem gosta de livros sabe muito bem como é essa triste realidade: você já tem um monte de livros que nem terminou, mas, de repente, apareceu aquela promoção imperdível por um outro livro que te interessa. O que você faz? 

Vai lá e compra, é claro! Pronto, a pilha de livros não lidos cresceu mais um pouco. Situações semelhantes se repetem com quem gosta de sapatos, equipamentos eletrônicos, games e muitas outras coisas que depois só ficam ocupando espaço..

Criar disciplina para não fazer compras por impulso é um desafio, de fato. Em muitos casos, é necessária uma mudança completa na maneira como selecionamos nossas prioridades. O pensamento em torno desse tema ganhou muita força com o crescimento do minimalismo.

Essa linha de pensamento incentiva as pessoas a desapegarem do que não é essencial. Esse conceito é aplicável a qualquer aspecto de nossas vidas, desde as finanças, passando pelas roupas que você usa e até na decoração da sua casa. O objetivo, no fim das contas, é tornar as coisas simples e focar no que realmente importa, o que tende a deixar sua mente mais leve.

5. Quite ou renegocie dívidas

Por falar em mente leve, ficar o tempo todo preocupado com dívidas é um peso daqueles, né? Se você tem alguma conta para quitar, ela precisa ser prioridade dentro do seu planejamento. Seu controle financeiro deve ajudar a resolver essa pendência para liberar seu bolso (e sua mente) para os próximos objetivos.

Se você está com dificuldades para quitar uma dívida e ela pesa demais dentro do seu orçamento, procure o credor e abra um diálogo honesto para negociar. Para um banco, por exemplo, é preferível realizar um novo acordo com quem está inadimplente do que correr o risco de nunca receber. 

Na hora de negociar, exponha sua situação com clareza e proponha uma solução que você considere razoável. O credor, provavelmente, fará uma contraproposta. Analise-a com calma. Veja se ela realmente ajuda a aliviar seu problema no curto prazo e viabiliza uma solução em médio e longo prazo. 

6. Controle os cartões de crédito

Eis os grandes vilões do controle financeiro doméstico. Os cartões de crédito podem ser muito úteis, mas se tornam um problema (e dos grandes) quando não entendemos bem seu funcionamento. 

Embora eles passem a sensação de que temos mais dinheiro para gastar, a verdade é que a cada passada de cartão, estamos fazendo um empréstimo com juros bem altos. E como o pagamento da fatura é só no outro mês, muita gente simplesmente perde a referência de quanto está gastando.

Se você prefere ter cartões de crédito, use-os com sabedoria. Evite utilizá-lo em compras comuns do dia a dia, como no supermercado e na padaria. O ideal é que o cartão seja um recurso emergencial ou para ser utilizado em compras maiores – e sempre com prudência. 

7. Estabeleça objetivos e metas

Sem objetivos, você dificilmente criará disciplina. Afinal, nós precisamos sentir que nossas ações têm algum propósito para ganhar motivação. E precisamos de metas para ver se estamos nos aproximando do nosso objetivo ou não.

Você pode definir um objetivo de longo prazo, como comprar uma casa, e estabelecer metas em prazos mais curtos que o façam se aproximar do valor necessário para cumprir esse objetivo. 

Como exemplo, imagine que seu objetivo é ter dinheiro suficiente para dar entrada em um financiamento imobiliário e comprar um apartamento de R$ 200 mil daqui a cinco anos. Você precisaria de ao menos 30% desse valor para a entrada, ou seja, R$ 60 mil. Dividido em cinco anos, sua meta anual seria guardar R$ 12 mil para esse propósito. Ou seja, sua meta mensal seria guardar R$ 1 mil a cada mês.

8. Crie reservas para gastos anuais

Há gastos que se repetem todo ano em épocas específicas e não tem como escapar. Nessa lista, entram despesas como IPTU, IPVA, o material escolar dos filhos, as compras de Natal, etc. Para que você tenha mais segurança, é bom desenvolver uma reserva financeira para esses gastos recorrentes. 

O ideal é guardar esse valor em uma conta diferente da que você utiliza no dia a dia. Como é um dinheiro que você pretende usar no prazo de um ano, ainda pode valer a pena guardá-lo na poupança. Mas, para quem já tem interesse em investir (falaremos mais disso depois), é bom procurar opções com alta liquidez, ou seja, que lhe permitam resgatar o valor investido sem dificuldades.

9. Crie reservas para emergências

Outra boa estratégia para aumentar sua segurança no controle financeiro é criar uma reserva de emergência. Aqui também vale o que foi dito no tópico anterior: guarde o dinheiro em uma conta diferente da que você sempre usa. 

Acumule um pouquinho a cada mês até juntar o equivalente a 6 vezes o valor das suas despesas mensais. Desse jeito, você sofrerá menos impactos no seu planejamento caso haja algum tipo de imprevisto no meio do caminho.

10. Separe um dinheiro para investir

Sim, além da reserva para gastos anuais e da reserva para emergências, separe um dinheiro para investimentos. Muita gente ainda acha que investir é só para milionários ou que aplicar uma grana na bolsa de valores é muito difícil, mas a verdade é que isso ficou muito fácil nos últimos anos.

Várias empresas já oferecem aplicativos pelos quais você abre uma conta, seleciona seus investimentos, acompanha os resultados e recebe os dividendos sem grandes burocracias. O que você tem a fazer, portanto, é estudar sobre o comportamento do mercado em que quer investir para encontrar as melhores oportunidades.

Não se culpe nem se preocupe tanto caso não consiga fazer todos os passos listados nesse exato momento. Fazer o controle financeiro em casa requer paciência e você pode dar um passinho de cada vez. Cada atitude, por menor que pareça, faz uma diferença grande no longo prazo. 

Gostou do conteúdo? Cadastre-se na newsletter gratuita do Blog da Arbo e receba toda semana nossos conteúdos com tudo que você gostaria de saber sobre o mercado imobiliário, seja para comprar ou alugar uma casa, investir, ou cuidar melhor do seu lar. É só preencher o formulário abaixo!

Acompanhe as novidades do Blog da Arbo!


Cadastre-se e receba por e-mail nossa newsletter com tudo que você quer saber sobre imóveis. É grátis!

Postagens relacionadas

usufruto de imóvel mercado imobiliário

Usufruto de imóvel: o que é e como funciona?

É provável que você já tenha ouvido o termo “usufruto de imóvel”. Contudo, você conhece o significado? E o que esse direito garante às pessoas? Neste texto você confere todas as informações sobre o tema É provável que você já tenha ouvido falar e tenha uma ideia sobre o que é o usufruto de imóvel, […]

diferença-entre-emprestimo-e-financiamento

Descubra a diferença entre empréstimo e financiamento

Saiba quais são as diferenças entre empréstimo e financiamento e qual das duas modalidades é a melhor para as suas necessidades.  Quem está em busca de algum tipo de ajuda financeira, seja para pagar dívidas ou para realizar um investimento, têm algumas opções no mercado para escolher. Neste momento, sempre surgem muitas dúvidas sobre a […]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *