25 de setembro de 2021

Investir no mercado imobiliário: taxa Selic

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Quer investir no mercado imobiliário? Saiba como a Selic interfere na economia e afeta as transações de compra e venda de imóveis.

Investir no mercado imobiliário tem sido uma opção das mais atrativas para muitos brasileiros. Apesar da fragilidade econômica do país nos últimos anos, o setor de imóveis vem apresentando resultados animadores. Contudo, quem quer entrar nesse mercado precisa entender uma série de fatores que interferem em seus resultados.

Um deles é a famosa taxa Selic, que aparece com frequência nos noticiários e a maior parte de nós nem sabe direito o motivo. Neste post do Blog da Arbo, vamos falar sobre o que a Selic representa na economia e como ela impacta as transações do setor imobiliário. Por fim, ainda damos algumas dicas para quem quer começar a investir em imóveis.

O que é a taxa Selic?

A sigla Selic significa Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Ela se refere à taxa básica de juros da economia brasileira, ou seja,  é a referência para as taxas de juros praticadas em todas as transações financeiras do país. Ela foi criada em 1999 e é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em reuniões que ocorrem a cada 45 dias.

A Selic é uma das principais ferramentas que o governo utiliza para interferir nos rumos da economia nacional. Teoricamente, a ideia dessas intervenções é assegurar um ambiente econômico mais estável, especialmente com o controle da inflação. Quando há uma perspectiva de alta generalizada nos preços das mercadorias, o Compon tende a aumentar a Selic.

Dessa forma, os juros das demais operações financeiras (como empréstimos e financiamentos) também aumentam e a disponibilidade de crédito disponível no mercado diminui. Como consequência, o consumo cai e a inflação fica sob controle. 

Por outro lado, em períodos de baixa inflação, o Copom reduz a Selic para facilitar a tomada de crédito e incentivar o aumento no consumo. Em agosto de 2020, por exemplo, a Selic chegou a seu menor nível desde que foi criada – 2% ao ano. Na época, a intenção do governo era impulsionar o consumo em meio à crise causada pela pandemia de covid-19.

Isso se manteve até março de 2021, quando foi anunciada uma elevação da taxa para 2,75% ao ano. O objetivo era reagir ao aumento da inflação medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que chegou a 6,10% no acumulado dos 12 meses anteriores. Em maio, a Selic subiu ainda mais e chegou a 3,5% ao ano.

Como a taxa Selic interfere no setor imobiliário?

Agora você tem uma visão geral sobre o que é a Selic e sua função na economia brasileira, mas sua influência no mercado de imóveis pode não ter ficado muito clara ainda. Para entender isso, vamos começar reforçando os conceitos básicos.

Quando o governo aumenta a Selic, os juros de todas as outras operações financeiras também sobe. Isso significa que empréstimos e financiamentos ficam mais caros em todos os setores. Obviamente, o mercado imobiliário também segue essa linha.

Se a taxa básica de juros cresce, os financiamentos imobiliários ficam mais caros e o potencial de compra de muita gente diminui. Com isso, teoricamente, a procura por imóveis tende a cair e os preços deles também. 

Mas é importante ter em mente que essas mudanças não acontecem do dia para a noite. Leva algum  tempo até que os efeitos da alteração da Selic sejam realmente percebidos pelas pessoas que atuam no mercado imobiliário e tenham consequências no nosso dia a dia.

Como está o mercado imobiliário em 2021?

mercado imobiliário

A pandemia do novo coronavírus alterou o cenário econômico do Brasil e do mundo. Porém, ao contrário do que muitos especialistas pensavam, o cenário acabou sendo até positivo para os negócios imobiliários. Segundo o Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) o setor não parou de crescer durante o período de isolamento.

As causas para isso podem ser muitas, mas as medidas de prevenção à covid-19, que levaram muita gente a passar mais tempo em casa, certamente é uma delas. Casas e apartamentos viraram também o local de trabalho dos profissionais que adotaram o home office. 

Esses e outros fatores fizeram com que as vendas imobiliárias registrassem um crescimento de 9,7% no segundo trimestre de 2020. Os dados, divulgados pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) e pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), são preliminares,

Assim, muitas empresas do setor reportaram bons resultados, mesmo durante a crise..Em São Paulo, por exemplo, o Secovi-SP levantou que 51,4 mil unidades residenciais foram vendidas. Trata-se de um recorde na série histórica, que começou a ser levantada pelo sindicato em 2004.

Esse tipo de resultado foi, obviamente, influenciado pela Selic de 2% ao ano que mencionamos no começo do texto. As projeções positivas se mantêm para 2021. Já é esperada uma flutuação da Selic entre a casa de 3% a 5%, mas esse patamar ainda é considerado baixo. Para ter uma comparação, basta lembrar que a Selic chegou a ser de 14,25% ao ano em 2015.

Como investir no mercado imobiliário?

Agora que você já sabe a realidade atual do mercado imobiliário no Brasil – que se mostra um tanto favorável -, chegou o momento de conhecer o processo de investir em imóveis. Nesse setor, é possível ter renda de várias maneiras. 

Comprar imóveis para revender ou alugar são as mais comuns. A boa notícia sobre esse tipo de investimento é que é possível encontrar imóveis de variadas faixas de preço, o que aumenta as possibilidades do perfil do investidor.

Você pode alocar seus recursos em diversos tipos de propriedades (como casas, apartamentos, habitações populares, imóveis de luxo, entre outros), mas também pode focar em um nicho só.. 

A verdade é que não existe uma regra perfeita para investir em imóveis. Em todos os casos, é necessário avaliar seu potencial de investimento e observar o mercado para saber o que vale mais a pena. Isso também varia de uma região para outra.. 

Além disso, o investimento pode ser realizado de maneira direta – quando o investidor compra um imóvel – e de maneira indireta, por meio da compra de fundos imobiliários. Abaixo você confere mais informações sobre esses processos:

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Investimento direto

Comprar um imóvel de forma direta permite que o investidor gere lucros de diferentes formas. O investimento direto é o mais comum no mercado imobiliário, uma vez que é mais simples e garante bons resultados.

As possibilidades de rentabilização de investir em um imóvel de forma direta incluem desde a possibilidade de locar a casa ou o apartamento – na qual o investidor obtém lucro por meio da cobrança do aluguel – até gestão ativa, na qual o indivíduo compra o imóvel, realiza uma reforma e, posteriormente, revende o bem por um valor acima do que foi pago.

Investimento indireto

Já o investimento indireto está ligado aos fundos imobiliários, conhecidos pela sigla FII (Fundo de Investimento Imobiliário), e consiste, de forma geral, em um grupo de pessoas que possui um objetivo comum: investir em ativos do setor. 

Nessa modalidade, o investimento é realizado por meio da Bolsa de Valores e o investidor pode comprar quantas cotas desejar do fundo. A geração de lucros, nesse caso, advém das valorizações das cotas ou da distribuição dos rendimentos. 

Dicas para começar a investir no mercado imobiliário?

dicas para investir em imóveis

Agora que você já conhece algumas das principais formas de investir em móveis, o Blog da Arbo traz algumas dicas para começar a explorar essas oportunidades da melhor maneira: 

O planejamento é muito importante

Assim como em diversas áreas da vida, o planejamento é um ponto muito importante para quem deseja começar a investir em imóveis. Nesse passo, é importante verificar qual é a realidade do mercado imobiliário local e nacional, bem como os objetivos que se pretende atingir com o investimento.

É nesse ponto que o investidor deve, também, verificar quanto tem disponível para o investimento. Não esqueça que é possível contar com o auxílio de financiamentos, mas, nesse caso, é sempre bom possuir um fundo de emergência.

Avalie os tipos de imóveis

Os imóveis podem ser divididos em alguns tipos e, antes de fazer sua escolha, é importante avaliar cada um deles e suas particularidades. Cada um dos imóveis apresenta vantagens e desvantagens e, para saber qual é o melhor para seu investimento, é necessário saber qual é o seu objetivo com a compra.

As possibilidades de compra envolvem imóveis novos, imóveis usados, casas, apartamentos, salas comerciais, bem como imóveis na planta e muitos outros.

Foque no potencial de valorização

Antes de comprar um imóvel, é necessário avaliar qual é o potencial de valorização que possui, já que esse é o objetivo principal de investir no mercado imobiliário. Nesse sentido, é importante conhecer a região em que o imóvel está localizado, bem como os atributos do bairro.

A região é um ponto importante e extremamente avaliado pelos compradores de imóveis e, por isso, antes de escolher o seu, considere quais são as possibilidades de vender ou de alugar a casa ou o apartamento. 

Não tenha pressa na hora da escolha

O processo de investir em imóveis não deve ser rápido. Isso porque demanda, conforme apontado, planejamento e análises cautelosas. Leve o tempo que precisar para estudar a realidade do mercado imobiliário, bem como a região em que pretende investir.

Além disso, faça comparações entre os imóveis selecionados e verifique quais são suas vantagens e suas desvantagens de acordo com seus objetivos.

Agora que você já sabe o que é a Selic e sua importância para quem quer investir em imóveis, que tal se aprofundar no tema? Confira nosso post com tudo que você precisa saber para trabalhar com o mercado imobiliário.

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