13 de junho de 2024

A feira da liberdade e sua tradição na cidade de São Paulo 

feira da liberdade

Impossível falar de São Paulo e não citar a famosa e tradicional Feira da Liberdade.  Essa grande atração da capital que existe desde 1975 recebe um fluxo de 10 mil a 20 mil pessoas aos fins de semana, sabia? 

Além da culinária típica oriental como o yakissoba, o tempurá, o guioza (uma espécie de pastel de origem chinesa muito tradicional) a feira é um berço de diversidade, e carrega muitas curiosidades. Quer conhecer algumas delas? Então, este post é para você!

Onde fica a Feira da Liberdade?

Como o próprio nome já diz, essa incrível atração de SP fica no bairro da Liberdade. Essa região é muito conhecida por ser a casa dos imigrantes japoneses na metrópole. Lá é muito nítido o quanto os costumes e as tradições asiáticas são mantidas e preservadas. 

Toda essa riqueza cultural gera um mix de gastronomia e arquitetura que só pode ser observada no local.  Mas se engana quem pensa que o bairro da Liberdade conta apenas com influência japonesa, a cultura oriental marca presença com os imigrantes chineses, coreanos, tailandeses e tawaineses, além disso, a cultura afro também faz parte da história do bairro. 

A Liberdade é uns dos lugares mais movimentados da cidade, principalmente nos finais de semana, onde é até difícil caminhar nas calçadas sem esbarrar em ninguém, especialmente se você tenta passar pelo meio da feirinha. Mas é um ‘sufoco’ que vale a pena, pois o lugar tem diversas atrações para serem apreciadas. 

O Jardim Oriental, por exemplo, é um pequeno refúgio que fica no meio da Rua Galvão Bueno, e mesmo nos finais de semana, quando costuma receber muitos visitantes, o jardim ainda mantém o clima tranquilo no meio do agito do bairro. 

imoveis sao paulo

E se você quer explorar a região para além da feira da Liberdade, vale a pena conhecer o Museu Histórico da Imigração Japonesa. Lá você vai conhecer mais da história da imigração japonesa no Brasil, desde a chegada dos primeiros imigrantes até os acontecimentos mais recentes da comunidade japonesa. 

E para quem deseja esticar ainda mais o passeio pelo bairro, uma boa pedida é também visitar e aproveitar a diversidade gastronômica do local. Lugares onde comer é o que não falta por lá, por isso aproveitar a gastronomia é umas das melhores coisas para fazer no bairro (fica a dica!). 

Por lá tem restaurantes chineses, coreanos, taiwaneses e tailandeses que valem a degustação.  A Rua Thomaz Gonzaga é com certeza o local com mais restaurantes por metro quadrado na Liberdade. Para se ter uma ideia, em apenas 150 metros de rua é possível encontrar mais de 20 estabelecimentos. 

Veja mais sobre a feira da Liberdade neste vídeo do canal Kunis por aí, disponível no Youtube.

Um pouco da história por trás da feira da liberdade 

Quem visita a atração, também conhecida como “feirinha da Liberdade” localizada no meio do movimento da Praça da Liberdade, nem imagina tudo que já aconteceu por ali no passado. No século XVII ainda era tudo bem deserto por ali. A região era considerada uma zona periférica da cidade de São Paulo, que só começou a ser povoada com o loteamento de antigas chácaras.

A feira, no começo, tinha muito foco no artesanato de origem japonesa. Com o passar dos anos mudou bastante e hoje se consagrou como um espaço onde se encontra um universo de coisas que vão além do artesanato. O espaço é sem dúvida cheio de cultura e possui muita gastronomia, o que atrai milhares de pessoas e turistas aos finais de semana.

Curiosidades da feira da Liberdade 

Atualmente, o nome completo da feira é Feira de Arte, Artesanato e Cultura da Liberdade, e realmente encontramos tudo isso caminhando por suas mais de 200 barracas. Um dos diferenciais da feira da Liberdade é que os vendedores não só vendem, simplesmente, eles explicam o produto, as origens e a importância, e isso aproxima  você da cultura Oriental, que é seguida e compartilhada naquela região.

Além dos tradicionais japoneses do bairro, a atração também tem barracas que representam outras etnias. Há uma grande diversidade de produtos à venda, como bolsas, calçados, roupas, bijuterias, enfeites, quadros, entre outros. 

Vale dizer também que feirinha segue um calendário que comemora os tradicionais eventos orientais que a cidade de São Paulo já incorporou, então por lá é possível participar, por exemplo, da celebração do ano novo chinês, que em cada ano cai numa data diferente. Nessa data, as ruas se transformam devido à decoração e o clima de renovação… legal, né?

Gastronomia asiatica

gastronomia asiatica

E não há como negar que um dos setores da feira mais frequentados por crianças, jovens, adultos e idosos, é o de alimentação. Há comida japonesa, chinesa, brasileira, e muitas outras. Bons exemplos do que se encontra por lá são os pratos: Yakisoba, Sashimis e outros bem exóticos. Separamos os principais deles para você conhecer, veja!

Azuki

O azuki é uma das sobremesas preferidas consumidas na feira. Sempre presente na alimentação dos japoneses, o feijão azuki é uma leguminosa ainda mais nutritiva que o feijão convencional, chamado de carioquinha. Usado em saladas, sopas e doces, o ingrediente, além da cor vermelha e do sabor ameno, também traz benefícios para a saúde.

Uma curiosidade sobre esse prato típico é que ele pode ser facilmente digerido por conta do seu baixo índice de fermentação. O ingrediente especial regula a hipertensão e ainda controla a liberação de açúcar no sangue – ação que provoca a diabetes. 

Gyoza

O gyoza é conhecido como o pastel chinês e japonês. Foi criado na China, e chegou ao Japão pelos soldados que haviam lutado na Manchúria, durante a Segunda Guerra Mundial. Devido a seu rápido preparo, em território japonês ganhou às ruas, e por isso, é uma das iguarias mais vendidas na feirinha. 

Ele costuma ser recheado com carne de porco ou vegetais e existem três variações principais de Gyoza: Os Yaki Gyoza que são fritos em uma frigideira quente antes de serem cozidos na água e no vapor; os Sui Gyoza, que são cozidos e servidos com um caldo leve; e os Age Gyoza, que são fritos até ficarem crocantes.

Em quais dias da semana é possível visitar a feira da Liberdade?

O evento acontece todos os sábados e domingos, das 9h às 18h. Se você também tem o interesse de conhecer as diversas lojas existentes no bairro, o horário de atendimento durante a semana geralmente é das 9h às 18h, de segunda a sexta; das 10h às 16h, aos sábado; e das 10h às 17h no domingo.

Para quem não mora em São Paulo, mas deseja fazer uma visita à cidade e ‘turistar’ na Liberdade, a melhor forma de chegar na feira é de metrô. O bairro é atendido por três estações da Linha 1 – Azul: Liberdade, São Joaquim e Vergueiro. E a principal delas, a que dá nome à região, tem uma saída justamente na praça onde é realizada a feirinha nos fins de semana. 

Gostou de conhecer um pouco mais sobre a feira da Liberdade? Compartilhe este post do Blog da Arbo com seus amigos e familiares que também vão adorar esse conteúdo!

joão pedro autor
João Pedro Binatto

João Pedro Binatto é professor de língua portuguesa, redator e copywriter. É com essas experiências em redação e marketing que está há 2 anos no mercado imobiliário e, hoje, atua na área de eventos na Arbo. Tem como compromisso ajudar gestores e imobiliárias a realizarem suas rotinas ainda mais feliz e descomplicadas.

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