18 de outubro de 2021

Crowdfunding imobiliário: o que é e como funciona

crowdfunding imobiliário

O crowdfunding imobiliário despontou nos últimos anos como uma das formas mais inovadoras de investir em imóveis. Saiba como esse modelo funciona!

Os brasileiros estão cada vez mais interessados em investir. Se isso parecia muito distante da realidade da maioria de nós há alguns anos, hoje existem novas maneiras de fazer o dinheiro render e que atendem a todos os públicos. Nesse contexto, o crowdfunding imobiliário se apresenta como uma boa oportunidade para quem gostaria de investir em imóveis.

Neste post do Blog da Arbo, vamos explicar como o que é e como funciona essa modalidade, que se diferencia em vários aspectos de opções mais tradicionais, como os fundos imobiliários. Você verá quem pode investir em crowdfunding, os riscos a considerar e o que fazer para começar. Confira!

O que é e como funciona o crowdfunding imobiliário?

O crowdfunding se popularizou nos últimos anos como uma espécie de “vaquinha” em que vários apoiadores contribuem com recursos para financiar projetos de forma coletiva. No mercado imobiliário, esse tipo de investimento é relativamente novo. Ele foi regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2017.

O empreendedor interessado em financiar um projeto por meio desse método precisa fazê-lo em plataformas devidamente homologadas. Até o começo de 2021, o Brasil contava com 35 delas registradas na CVM. Entre as mais conhecidas, podemos destacar a URBE.ME, a Inco e a Vangardi.

Ao entrar nessas plataformas, os usuários encontram uma série de projetos em busca de investidores. Após escolher um deles, basta realizar a transferência do valor a ser aplicado, que permanecerá investido por um prazo determinado previamente. Ao fim desse período, o investidor recebe de volta o que aplicou e mais o rendimento daquele dinheiro.

Essa modalidade é vista como atrativa por muitos pequenos investidores que não teriam condições de comprar imóveis sozinhos. Ao se juntar a outras pessoas com o mesmo interesse, todos têm a oportunidade de finalmente investir no setor imobiliário. Além disso, em alguns casos, o rendimento é maior que o de outras aplicações mais tradicionais. 

Some-se a isso a facilidade para a entrada, que é bem menos complicada em comparação ao investimento na bolsa de valores, por exemplo. Outro ponto considerado positivo é que o crowdfunding imobiliário é uma boa forma de diversificar o portfólio, o que atrai até mesmo os investidores mais experientes.

Os pontos avaliados pelas plataformas antes de permitir que um projeto seja oferecido a seus usuários são os seguintes:

Análise da empresa emissora

  • histórico de projetos anteriores e já concluídos;
  • resultados e nível de experiência da empresa;
  • verificação de documentos como Contrato Social e Certidões Negativas;
  • verificação de registros financeiros, como balanço patrimonial e Demonstração de Resultados de Exercício (DRE);
  • reputação da empresa no mercado.

Análise do projeto a ser financiado

  • estudo de viabilidade econômica em cenários diversos;
  • estudo de mercado para avaliar o potencial de vendas;
  • projeto arquitetônico
  • documentação do empreendimento, como alvará de construção e registro de incorporação e títulos de propriedade.

Análise do financiamento

  • avaliação de garantias;
  • definição dos juros para remuneração dos investidores.

Quem pode investir nesse modelo?

como investir em crowdfunding imobiliário
As plataformas de crowdfunding imobiliário costumam permitir aportes iniciais a partir de R$ 1.000.

O investimento em crowdfunding imobiliário pode ser feito por qualquer pessoa física com CPF regularizado. As plataformas costumam oferecer opções com investimento inicial a partir de R$ 1.000, o que as tornam bem acessíveis. Esses projetos passam pela curadoria de especialistas antes de serem aceitos, o que dá mais segurança ao investidor.

Mais que uma tendência, o uso do crowdfunding para empreendimentos imobiliários desponta como um novo segmento neste mercado, que abre possibilidades para a atuação de incorporadoras menores. 

Quais os riscos desse tipo de investimento?

Embora o setor imobiliário seja reconhecido como um dos mais seguros para investimentos, é importante salientar que essa fama se justifica quando pensamos no longo prazo. No caso do crowdfunding, é importante que o investidor esteja disposto a deixar o valor aplicado por um período de, pelo menos, dois a quatro anos.

Além disso, quando se fala em construção, alguns riscos não podem ser ignorados. Imprevistos podem fazer com que as obras atrasem. Além disso, mesmo depois que o imóvel fica pronto, podem ocorrer problemas com as vendas. 

Outro ponto de risco é que, ao contrário de outras alternativas, o investimento em crowdfunding não é coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Por outro lado, as plataformas fornecem suporte jurídico aos financiadores caso a empresa responsável pela obra não cumpra suas obrigações. 

Como começar a investir em crowdfunding?

Antes de investir no crowdfunding imobiliário, o investidor deve se certificar de que a plataforma escolhida conta com profissionais com larga experiência e histórico positivo em termos de resultados. 

Também deve ser levado em consideração o histórico da própria plataforma, verificando o número de projetos já concluídos e de investidores. Seus interesses como investidor também devem ser condizentes com os da plataforma, pois isso significa que os demais financiadores também tendem a ter um perfil semelhante. 

Por fim, destacamos a necessidade de escolher o projeto segundo seu perfil de investimento. Analise itens como prazo, expectativa de retorno e nível de risco para decidir o valor adequado para investir. E lembre-se de sempre diversificar a carteira, afinal, concentrar todos os seus recursos em uma única aplicação é altamente arriscado.

Outros tipos de investimentos imobiliários

É claro que, além do crowdfunding, você pode optar por outros tipos de investimentos no mercado imobiliário. Vamos conhecer um pouco mais sobre eles.

Fundos imobiliários (FII)

Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um grupo composto por várias pessoas que investem em imóveis. Para participar deles, é necessário adquirir cotas que são transacionadas na bolsa de valores. O dinheiro aplicado na aquisição dessas cotas é controlado por um gestor, que se responsabiliza por encontrar as melhores oportunidades no setor imobiliário.

Há muitos tipos de fundos imobiliários, mas eles podem ser divididos em dois grandes grupos:

Fundos de tijolos

Esse tipo de fundo aplica o dinheiro em imóveis físicos, ou seja, em compra, construção e locação de imóveis diversos, especialmente os comerciais. Nessa categoria se encaixam prédios ocupados por shoppings, bancos, universidades privadas, centros de distribuição, entre outros empreendimentos.

Fundos de papel

O outro grande grupo de fundos imobiliários é o dos fundos de papel, que aplicam seus recursos na aquisição de títulos financeiros. O objetivo é obter lucro a partir dos dividendos distribuídos aos detentores desses papéis. Os próximos tópicos vão dar uma breve visão do que são esses títulos e quais suas características.

Letras de Crédito Imobiliário (LCI)

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) são títulos que representam empréstimos feitos para financiar a construção de novos imóveis. Ou seja, quando um investidor compra um desses títulos, o valor pago vai contribuir para a realização do empreendimento. Em troca, ele deve receber certo valor em juros. 

Os LCI são considerados investimentos de renda fixa e estão isentos da cobrança de imposto de renda. Seu grau de risco é relativamente baixo, mas, se algo errado acontecer, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobre prejuízos de até R$ 250 mil. 

Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)

O Certificado de Recebíveis é um tipo de título que só pode ser emitido por empresas conhecidas como securitizadoras, que emprestam dinheiro para que as construtoras terminem suas obras. Dessa forma, a construtora consegue entregar os imóveis aos clientes antes de receber todo o valor deles.

Dito de outra forma, ao comprar um CRI, você também está emprestando dinheiro para que o empreendimento imobiliário seja concluído. Consequentemente, deverá receber esse valor de volta com juros. Assim como as LCIs, os CRIs se enquadram na categoria de renda fixa. 

Letras Hipotecárias (LH)

As Letras Hipotecárias (LH) são títulos emitidos por instituições financeiras e que são garantidos por um imóvel hipotecado – ou seja, o proprietário pegou um empréstimo e ofereceu seu imóvel como garantia de que vai quitá-lo. Esse tipo de título é bem mais difícil de encontrar que os citados anteriormente.

Como você pode ver, há muitas maneiras de obter renda a partir de investimentos no setor imobiliário. Existem opções para perfis diversos e a melhor escolha depende muito de suas expectativas e das condições do mercado, que é afetado por uma série de fatores. 

Aliás, quem quer se aprofundar no assunto precisa conhecer os indicadores utilizados pelos especialistas para avaliar o desempenho do mercado imobiliário.

Gostou deste conteúdo? Para saber mais sobre o crowdfunding imobiliário e outros temas relacionados ao setor, cadastre-se na nossa newsletter gratuita. Você receberá toda semana os materiais exclusivos do Blog da Arbo diretamente no seu email. É só preencher o formulário abaixo.

Acompanhe as novidades do Blog da Arbo!


Cadastre-se e receba por e-mail nossa newsletter com tudo que você quer saber sobre imóveis. É grátis!

Postagens relacionadas

negociação de vendas

Negociação de vendas para corretores: 7 dicas de performance

Quer melhorar suas habilidades para negociação de vendas? Confira algumas atitudes que você precisa transformar em hábitos. Trabalhar com vendas sempre foi desafiador, mas as mudanças do mercado imobiliário nos últimos anos vem afetando o comportamento dos consumidores e elevando o nível de exigência. Com clientes dispostos a adquirir todo o conhecimento sobre um produto […]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *