28 de janeiro de 2022

Selic: como o aumento impacta o mercado imobiliário

taxa selic e sua influência no mercado imobiliário

O aumento da taxa Selic é um dos temas mais quentes do mercado imobiliário para 2022. Veja o que você precisa saber sobre o tema.

A taxa Selic é tema recorrente dos noticiários e tem um forte impacto sobre os rumos da economia brasileira. Isso porque ela é o principal instrumento do Banco Central para o controle da inflação, um fantasma que assombra o mercado nacional desde sempre.

Depois de um período em patamares historicamente baixos, ela voltou a subir em 2021 e deve continuar alta em 2022. Neste artigo do Blog da Arbo, reunimos as principais informações que você precisa ter para entender o que é a Selic e como ela interfere nos rumos do mercado imobiliário. Confira!

O que é a taxa Selic?

A sigla Selic significa Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Contudo, o nome mais utilizado para se referir a ela na imprensa e no mercado é taxa básica de juros. Ela é extremamente importante porque influencia todas as taxas de juros do Brasil.

O valor da taxa Selic é definido nas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária). Nelas, os integrantes votam pelo aumento, pela queda ou pela manutenção da taxa.

Na última reunião de 2021, realizada no dia 08/12, a taxa Selic foi aumentada de 7,25% para 9,25%. Foi o sétimo aumento seguido.

Na tabela abaixo, você confere as datas previstas para as oito reuniões do Copom em 2022. Nós vamos atualizá-la sempre que uma nova taxa for divulgada. Vale destacar que a expectativa do mercado, até a publicação deste artigo, é que a Selic atinja 11,75% no fim do ano.

Reuniões do Copom para definição da taxa Selic em 2022

ReuniãoDataTaxa Selic
1ª e 2 de fevereiro
15 e 16 de março
3 e 4 de maio
14 e 15 de junho
2 e 3 de agosto
20 e 21 de setembro
25 e 26 de outubro
6 e 7 de dezembro
Fonte: Banco Central do Brasil

Como a Selic influencia a economia brasileira?

Um dos grandes desafios de todo governo no Brasil é manter a inflação em patamares aceitáveis. A inflação costuma ser percebida no nosso dia a dia quando os preços aumentam de forma generalizada.

Ao contrário do que tendemos a pensar, os preços não sobem só porque os itens ficaram mais caros. Na verdade, a moeda é que passa a valer menos do que valia antes. Há uma infinidade de variáveis econômicas envolvidas nesta questão, mas, para o objetivo deste artigo, basta que você entenda que a taxa Selic é uma ferramenta que o Banco Central usa para manter a inflação sob controle.

Para isso, as decisões do Copom são sempre baseadas na análise de indicadores como o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação em determinado período.

Em 2020, por exemplo, a meta de inflação era de 4%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa, então, que a meta seria cumprida se atingisse qualquer valor entre 2,5%  e 5,5%. Naquele ano, a inflação acumulada foi de 4,52% – dentro da meta.

Já em 2021, por outro lado, a meta de inflação era de 3,75%, também com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Dessa forma, qualquer valor entre 2,25% e 5,25% representaria o cumprimento da meta. Entretanto, o resultado final foi bem mais alto: 10,06%, o maior nível em 6 anos.

Conforme os resultados do IPCA eram divulgados ao longo do ano, o Copom foi aumentando a Selic para evitar que a inflação saísse completamente do controle, como aconteceu nas décadas de 1980 e 1990.

Mas por quê o aumento da Selic segura a inflação? Isso acontece, entre outras coisas, porque uma das variáveis que influenciam na inflação é a quantidade de dinheiro que circula na economia. Quando a taxa Selic fica mais alta, os empréstimos e os financiamentos também ficam.

Com empréstimos e financiamentos mais caros, a população tende a diminuir o consumo, especialmente quando se trata de bens muito caros. Obviamente, isso traz um impacto negativo para o mercado imobiliário.

Como o aumento da taxa Selic afeta o mercado imobiliário?

Até 2021, a Selic vinha em uma longa sequência de queda. Em agosto de 2020, em plena pandemia, ela atingiu o patamar mais baixo da história – 2%. Não por acaso, aquele foi um momento excelente para o mercado imobiliário, que registrou recordes de vendas nos meses seguintes.

A tendência começou a se inverter em abril de 2021, quando teve início a sequência de aumentos da Selic. Como acontece com toda medida econômica, o impacto leva um tempo para ser sentido.

Conforme explicamos em nosso artigo sobre as tendências do mercado imobiliário para 2022, o cenário que levou a recordes de vendas nos anos anteriores deixou de existir. O custo dos financiamentos tende a ficar mais alto, o que deve reduzir o volume de vendas na comparação com os anos anteriores.

Contudo, isso não significa que o mercado imobiliário vai parar, afinal, sempre haverá clientes dispostos a comprar imóveis. O momento de aperto apenas reforça a necessidade de estabelecer estratégias adequadas para a geração de leads e para a gestão do funil de vendas.

Como se preparar para vender mais em 2022?

A preparação para vender mais imóveis em 2022 passa pelo investimento em ferramentas que otimizem o atendimento. Como cada lead se tornou ainda mais valioso, sua imobiliária precisa assegurar que sua equipe seja ágil no primeiro contato.

Os parceiros da Arbo, por exemplo, contam com um aplicativo para corretores que avisa imediatamente sobre a chegada de um novo lead. O app ajuda o profissional de vendas a organizar a rotina de trabalho e registrar o avanço das negociações.

Tudo isso é registrado pelo Arbo CRM, uma plataforma que dá ao gestor imobiliário uma visão completa do que acontece no funil de vendas.

No vídeo abaixo, o CEO da Revenda Imóvel, Guilherme Kraemer, conversa com o CEO da Arbo, Manoel Gonçalves, sobre o uso de dados na gestão de sua imobiliária. Confira esse e outros conteúdos sobre o tema no canal da Arbo no YouTube.

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