28 de maio de 2022

Corretor autônomo: como começar a trabalhar?

corretor autônomo

Se você está pensando em trabalhar como corretor autônomo, este artigo é para você! Veja o que é necessário para iniciar uma carreira de sucesso nesse ramo!

A corretagem de imóveis é uma profissão regulamentada no Brasil desde 1978, quando foi publicada a lei 6.530. A área é cheia de boas oportunidades e um corretor autônomo precisa buscar novos conhecimentos de forma contínua para evoluir na profissão, conquistar cada vez mais clientes e obter os melhores resultados.

Neste post do Blog da Arbo, vamos apresentar algumas noções básicas sobre a carreira de um corretor de imóveis autônomo. Você verá o que é necessário para atuar nessa área, as habilidades requeridas de um bom profissional, os primeiros passos na captação de clientes e algumas dicas para se aperfeiçoar. Confira!

O que é um corretor de imóveis autônomo?

Assim como o corretor que atua em uma imobiliária, o autônomo trabalha com a intermediação de negociações de compra, venda, permuta, locação e gestão de imóveis, tanto residenciais quanto comerciais. Em troca, ele ganha um percentual do valor da transação como comissão.

Já temos um artigo aqui no blog explicando melhor a questão das comissões. Resumidamente, os percentuais podem variar de acordo com o estado em que você atua. Em São Paulo, por exemplo, as comissões definidas pelo Creci são:

Tipo de transaçãopercentual de comissão
comissão para venda de imóveis rurais 6% a 10%
comissão para venda de imóveis urbanos6% a 8%
comissão para venda de imóveis industriais6% a 8%
comissão para venda judicial5%
comissão para venda de empreendimentos4% a 6%
comissão para locação de imóveis (sempre paga pelo locador)1 mês de aluguel
comissão para locação por temporada (até 90 dias)30% sobre o valor recebido

O corretor autônomo tem certas vantagens, como a possibilidade de horários mais flexíveis e a liberdade de escolher os tipos de imóveis com os quais vai trabalhar, podendo se tornar um corretor especialista. Além disso, é claro, há o fato de ficar com 100% da comissão. 

Por outro lado, quem vai começar sua carteira de clientes do zero pode ter mais dificuldades atuando de forma autônoma. Para ser competitivo em um mercado tão complexo, esse profissional precisa de bons conhecimentos de gestão, algo que veremos com mais detalhes ainda neste texto.

Para ser um corretor autônomo, é necessário se filiar ao Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) no estado em que você pretende trabalhar. Antes disso, você terá que se tornar um técnico em transação imobiliária, algo que pode ser feito ao concluir um dos três cursos abaixo:

  • Técnico em transações imobiliárias, que dura cerca de 1 ano;
  • Tecnólogo em transações imobiliárias, que dura até 2 anos;
  • Bacharel em ciências imobiliárias, que dura 4 anos.

A maioria dos cursos exigirá estágio obrigatório antes da obtenção do diploma, o que será uma excelente oportunidade para ganhar a primeira experiência no mercado imobiliário. Em seguida, você já estará apto a se inscrever no Creci e receber seu número de filiado em um prazo que varia entre 30 e 60 dias, dependendo do estado.

Contudo, é bom saber logo de cara que o corretor imobiliário nunca deixa de estudar. Como esse segmento é impactado por inúmeros fatores legais, econômicos e tecnológicos, o profissional precisa estar sempre aperfeiçoando sua formação para se manter competitivo.

Como é a rotina do corretor autônomo?

O dia a dia de um corretor autônomo requer a articulação entre habilidades diversas. Uma das mais importantes é saber organizar sua própria agenda, algo essencial para dar conta dos afazeres diários sem desapontar possíveis clientes por conta de atrasos ou esquecimentos.

Por falar em clientes, a construção da sua carteira é um esforço contínuo e também demanda organização, já que cada um deles terá demandas específicas. Um bom sistema de CRM (Customer Relationship Manager) é indispensável para conseguir acompanhar o fluxo de informações que passa pelas suas mãos.

O contato com os clientes é o que define seu diferencial em relação aos demais corretores. É interessante estar sempre disponível para tirar dúvidas e dar o suporte adequado sobre as transações que você vai intermediar. Além disso, o corretor deve estar à disposição para visitar os imóveis junto com seus clientes antes de fechar uma locação ou uma venda

Além de toda essa parte relacionada ao networking, ou seja, ao cultivo da sua rede de contatos, é crucial conhecer bem toda a parte burocrática relacionada com as transações imobiliárias. Afinal, toda negociação depende de uma série de documentos e procedimentos que não podem ser deixados de lado.

Cabe ao corretor listar todas as etapas da negociação e informar aos envolvidos a papelada necessária para dar andamento ao processo. Você deve verificar se as informações estão corretas e fazer o acompanhamento até que a transação seja concluída.

Como captar meus primeiros clientes?

Eis o primeiro grande desafio do corretor autônomo: obter os primeiros clientes. Felizmente, hoje a internet proporciona uma série de ferramentas que facilitam essa tarefa, desde que o corretor tenha noções elementares de marketing.

Contudo, antes de mais nada, há algumas questões comportamentais que, se forem bem trabalhadas desde o início, já lhe trarão bons frutos. A primeira delas é entender que o corretor autônomo precisa ter um foco. Atirar para todos os lados ao mesmo tempo costuma ser contraproducente e acaba demandando recursos demais.

Portanto, para ser eficiente desde o começo, estabeleça alguns critérios básicos para seu trabalho. Determine qual é sua região de atuação, o tipo de imóvel em que vai se concentrar e o perfil de clientes que pretende ter em sua carteira.

Já que o networking é essencial, sua habilidade de lidar com as pessoas precisa ser sempre aprimorada. O corretor autônomo precisa ter jogo de cintura para se virar nas situações mais difíceis e muita paciência para conduzir as negociações.

É necessário ter o máximo de conhecimento sobre todas as questões que envolvam uma transação imobiliária e os imóveis que você deseja negociar. Essa informação precisa ser transmitida ao cliente com clareza e objetividade. Contudo, mais do que saber falar, a capacidade de escutar é que faz a diferença.

O bom negociador sabe ler o comportamento do cliente e captar suas necessidades, mesmo que ele não as diga claramente ou não saiba como expressá-las. Esse tipo de percepção faz o corretor autônomo se destacar e conquistar a confiança do cliente.

O Blog da Arbo já tem um texto específico com dicas para captar seus primeiros clientes.

Como melhorar meu desempenho?

Agora é a hora de conhecer alguns instrumentos que vão potencializar o alcance do seu trabalho. Como já mencionamos, hoje há uma grande variedade de ferramentas que fortalecem o marketing quando bem utilizadas. Obviamente, em meio à transformação digital, quem não divulga seus negócios na internet está perdendo oportunidades a cada segundo.

Antes de tudo, o corretor precisa fazer bons anúncios dos imóveis que pretende vender ou alugar. Há diversas plataformas que facilitam a tarefa de fazer seu imóvel aparecer para milhares de pessoas, contudo, você sempre estará dividindo espaço com outras pessoas que querem o mesmo que você.

Para que seu anúncio chame mais atenção, é indispensável contar com fotos e vídeos em boa qualidade. O texto que descreve o imóvel deve ser bem escrito e bastante detalhado. Quanto mais informações o cliente tiver antes mesmo de entrar em contato com você, maiores as chances de conversão.

Sem dúvida, as redes sociais precisam fazer parte da sua estratégia. Elas serão um canal de comunicação importantíssimo e uma vitrine para seu trabalho. Mas é possível enriquecer sua estratégia com outros recursos, como um site próprio. 

Para ir ainda mais longe, conforme as coisas forem dando certo, você pode incluir outras estratégias de marketing digital, como o marketing de conteúdo e o e-mail marketing. Em todos esses canais, é necessário utilizar uma linguagem adequada para o público que você pretende atingir.

Todo esse aparato de comunicação precisa estar encaixado com um modelo chamado funil de vendas. Ele divide a jornada do consumidor em várias etapas, nas quais o tipo de comunicação com o possível cliente muda e fica cada vez mais direto.

O topo do funil é a fase de atração, em que acontece o primeiro interesse por parte de um possível cliente que, no jargão do marketing, é um lead. O meio do funil é a etapa de consideração, em que o lead agenda uma visita ao imóvel e já considera a compra ou a locação. O fundo do funil é onde acontece a proposta e a conversão, que é quando o negócio se concretiza.

O setor imobiliário apresenta inúmeras oportunidades para corretores autônomos e a Arbo tem diversos conteúdos para quem quer evoluir na carreira. Siga a Arbo no Instagram (@arboimoveis) e cadastre-se em nossa newsletter gratuita para acompanhar as próximas publicações deste blog.

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